O debate sobre a eutanásia está aberto, mas o foco está mal direccionado. O importante é a Morte ou a Dignidade? É que matar não consta na Carta dos Direitos Humanos e mistura-se alhos com bugalhos, próprio das cabeças mais pequenas, iletradas (agora qualquer um tem um mestrado de mão beijada, o que não implica necessariamente Saber). Não queiramos voltar à cultura da Morte, pois o nazismo e eutanásia são sinónimos, dizem-se que são boas mas não o são em verdade, não passa de um motivo para alguns encherem os seus cofres pessoais, médicos e enfermeiros, entre eles, cujos cursos foram pagos pelos portugueses.
Dignidade é um ponto importante no Ser Pessoa, e esta passa por:
- Implementação de Cuidados Paliativos, em quantidade e qualidade;
- Deixar de esperar ter anos por uma consulta (fará para o resto, como o tratamento!) , criando as condições para se cumprir a Lei, que é de três meses de espera;
- Se a falta de Qualidade de Vida é a bandeira para a eutanásia, então que se crie essa Qualidade, com mais e menos precários empregos, melhores salários, mais condições e dignidade, melhor qualidade de Ensino e Saúde, etc.
Aborto e Eutanásia são liberdades e direitos que ninguém(?) pode recusar. Mas o mesmo não pode ser referido sobre a temática da Vida: O Direito de ser mãe e o Direito de ser pai independente (ver nota de rodapé).
Na Sociedade actual, as relações são cada vez mais de ralações, onde se foge de compromissos como o diabo da cruz. Ora, se uma mulher ou um homem querem ser, respectivamente, mãe e pai independentes, qual é o drama? Já há tanto divorciado, recasado (quem não conhece a célebre frase "os meus filhos, os teus e os nossos"?), que mal tem esta opção pela Vida? A Sociedade mudou, mas as mentalidades continuam cheias de teias de aranha, com pessoas que se sentem realizadas a falar mal da vida alheia (há consultas de psiquiatria grátis, aproveitem-nas!). Se no caso da mulher esta opção é fácil (e grátis!), bastando deitar-se com o homem que lhe preencher as medidas, o mesmo não se pode dizer para o sexo masculino, para quem a Sociedade é mais preconceituosa (deixou de ser o feminino, em parte), que terá de recorrer a uma barriga de aluguer, o que torna a missão bastante mais burocrática, demorada e dispendiosa.
Nesta cultura pró-Morte já foram várias as reportagens dos nossos Media sobre as mães independentes e os filhos de pai incógnito (em 2016 foram registadas 837 crianças de pai incognito), mas ser pai independente é ainda tabu. Tanto pudismo. Tanto prurismo. Salva um poucochinho a honra do convento o mediatismo do Cristiano Ronaldo, que ilustra a temática aqui abordada.
Até quando se vai complicar o que é simples? Que mania dos "grandes" de querer ter o outro na mão (não têm nada com que brincar, coitadinhos), de impedir que os outros não sejam tão ou mais felizes do que eles (demonstrando bem o quão medíocres são)! É urgente dizer um grande SIM! à Felicidade e ao Amor, mesmo que seja monoparental (não poucas vezes, é melhor estar sozinho que mal acompanhado)!
Nota:A sociedade actual passou a adoptar errada e estupidamente a designação mãe/pai solteiro no caso de os progenitores estarem já divorciados. O presente texto não entra em modas bacocas de léxico, chamando o boi pelos nomes, mas para não haver interpretações várias do que escrevo, decidi utilizar a denominação mãe/pai independente (que nunca, nunca estarão sozinhos!) na abordagem deste assunto.