Depois dos coletes amarelos (gilets jaunes), a Segunda Revolução Francesa, se terem espalhado além fronteiras francófonas, fruto do desencanto do Povo, tal vai acontecer também em Portugal ainda este ano, com tantos atropelos à dignidade do Povo criando desigualdade social, oprimindo e castigando um Povo inocente e mártir, como o disparate de um Ordenado Mínimo diferenciado, entre ricos filhos (funcionários públicos que trabalham 4h00/dia) e pobres enteados (privados, que trabalham 10h00/dia ou mais), com um sem-número de greves constantes nas mais diversas áreas, com promessas não cumpridas, com ausência de culpados em catástrofes previsíveisque colocam Portugal constantemente de luto, faltas de respeito e mentiras constantes, número real de desempregados abafado, até nas prisões o trato aos prisioneiros é desumano, etc., etc.,... Palavras arruinadas que provocam numa geração desencantado o caos.
Uma música que ilustra este estado de espírito já se encontra na categoria de 'intemporal': "Désenchantée" de Mylène Farmer.
Quando nada está bem provoca a quebra de elos na cadeia LiberdadeIgualdade Fraternidade, o repouso se esvai e o sem-sentido aparece. É então que é preciso lembrar aos que estão agarrados ao Poder que "o Povo é quem mais ordena".
Xavier Jugelé, polícia de 37 anos, encontrava-se no carro patrulha nos Campos Elísios na noite de 20 de Abril com mais dois colegas, pelas 21h00, quando aconteceu mais um atentado terrorista em terras francesas. Não sobreviveu à consequência de um tiro na cabeça. Rapidamente, Xavier Jugelé tornou-se no nome e no rosto das vítimas em missão de atentados terroristas. Xavier estava no lugar certo e à hora certa, mas o Destino pregou-lhe uma partida e não lhe deu uma oportunidade mais.
Xavier Jugelé foi um dos primeiro agentes a chegar ao Bataclan no dia do atentado que matou 90 pessoas, a 13 de Novembro de 2015. Quase um ano depois, esteve no concerto de Sting, a 12 de novembro de 2016, na reabertura da sala de espetáculos.
Na altura, Xavier Jugelé falou com a revista People. "Estou feliz por estar nesta reabertura tão simbólica. Estamos todos aqui como testemunhas e em defesa dos valores cívicos, em defesa da humanidade. Este concerto celebra a vida e diz 'não' aos terroristas", frisou.
Era também um homem de causas: Foi, entre outras mais, um dos oficiais que viajou para a Grécia para ajudar a lidar com a chegada dos migrantes que atravessavam o Mar Egeu para chegar à União Europeia.
Ainda este ano, Xavier já tinha recebido um louvor, depois de ajudar a evacuar, a 20 de Janeiro, um prédio após uma explosão que destruiu dois andares do edifício, em Paris.