Entre altos (poucos) e baixos (muitos), passam hoje 68 anos sobre a aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Da teoria até a consumação ainda há um muito longo caminho a percorrer, também (mais ainda) para os países ditos de desenvolvidos. Aqui, também, o fruto proibido é o mais apetecido.
Frederico Lourenço foi ontem distinguido com o 29º Prémio Pessoa (o primeiro foi em 1987). Aos 53 anos de idade, este é (só) o 5º galardão para o professor universitário, escritor, poeta, filólogo, tradutor e cronista, entre mais habilidades. Recorde-se que o Prémio Pessoa distingue personalidades de nacionalidade portuguesa com intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica em Portugal.
No entender do júri do Prémio Pessoa, Frederico Lourenço constitui “um exemplo de disciplina, capacidade de trabalho e lucidez intelectual no elevado plano dos estudos clássicos e humanísticos, parte fundamental da vida cultural e científica dos países desenvolvidos”.
Um vídeo (RTP) onde Frederico Lourenço fala sobre esta distinção.
Sobre o primeiro volume da sua tradução da Bíblia, a partir do grego, recomenda-se a leitura do artigo de António Marujo (Expresso).
Também no Expresso, mas da autoria de Cristina Margato, uma despida entrevista a Frederico Lourenço.
Do Público, uma curiosa entrevista repartida entre um crente (Frei Bento Domingues) e um não-crente (Frederico Lourenço), com texto de Carlos Vaz Marques.
Mais um orgulho nacional. As devidas e obrigatórias felicitações ao ilustre Frederico Lourenço.